31 de julho de 2016

Esperar o tempo de colher


Digitei e apaguei tantas vezes o texto dessa postagem, que cheguei a conclusão que não é tempo de colher as palavras. 
(ainda estão verdes)

20 de julho de 2016

Sentimento

O sentimento é maior do que a circunstância. Define a pele do dia – além das aparências profissionais e de lazer – pelo estado de espírito: ora você veste a esperança, ora você veste o amor, ora você veste a fé, ora você veste o humor. Você veste o que sente.
HOJE, SAÍ VESTIDA DE SORRISO. 

2 de julho de 2016

Conexão



Hoje voltei a caminhar por aqui.
Revi trajetórias, refiz alguns planos, silenciei.
Refleti não para dar respostas a mim ou aos outros, mas para formular melhor meus questionamentos.
Eu me recuso a ser apenas algo que passa. Preciso ter conexão a um sentido.
Eu não finjo que sei. Estou sempre em busca de saber. Não conheço perigo maior para o crescimento, do que a acomodação.
Precisamos saber apreciar as diversas emoções que sentimos, e nessa velocidade constante do mundo, só conseguimos isso, pausando.
Foi pausando que percebi que não há perenidade na felicidade. Ela é epsódica e de quando em quando, temos a benção de sentí-la.

Coração demais!

O polvo tem oito tentáculos e três corações...
Não me admira que viva tão pouco.
Coração demais dá nisso!

Presença




Nenhuma aflição perdura quando escrevo. Pareço derreter quando as palavras passam por meus dedos. A insônia é uma espécie de presença afetiva que vaga noite adentro. Escrever espalha e junta muitas coisas por aqui. Nada é à toa. 

Porque preciso...



“E todos os dias ficarei tão alegre que incomodarei os outros,
 o que pouco me importa,
 já que eu tantas vezes sou incomodada pela alegria superficial e digestiva dos outros.
 Pronto, encontrei uma boa fórmula: poucas vezes a gente encontra pessoas cuja alegria não seja somente digestiva.
 Concorda?”


(Carta de Clarice Lispector para Elisa Lispector – Nápoles, 29/01/45. Extraído de: Minhas queridas – Clarice Lispector, org. Teresa Montero, Ed. Rocco, p. 74)

27 de outubro de 2014

Novamente aqui...



Rubem Alves diz que : " Poesia é qualidade do olhar."E deve ser mesmo... Ele também dizia que: "De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, e vejo pedra mesmo."

Acredito que isso aconteceu comigo por um tempo. 
Fechei meus olhos,
Meu olhar dormiu no esquecimento.


Contudo, meu silêncio foi meditativo.
O silêncio não afasta nada. Isso eu descobri bem rápido.
Nada está fora do alcance.
O silêncio até traduz e aproxima melhor.
É imersão. 






4 de fevereiro de 2014

Aqui comigo







Nunca é a resposta que nos falta - é a sua aplicação. 

A ampulheta esvaziou janeiro rapidamente.Gosto sempre de imaginar que o melhor estar por vir. É sentindo que meu sorriso abre o apetite. Adoro quando olho nos olhos do outro e isso me arrecada exclamações. É gostoso perceber que a vontade é como uma roupa de dormir dobrada em cima da cama, que toda noite eu a encontro. Sou um fracasso na adoção de motivos para ser racional. É o máximo quando o mínimo me emociona.Não devemos permitir jamais, que "os fantasmas que habitam a história do outro" anulem o nosso repertório de estar feliz.




Todo dia eu acordo com o propósito de alimentar 

a simpatia do meu sorriso de covinha.
:)

14 de janeiro de 2014

Um pouco das minhas pétalas...

Eu me apego e não nego. Não gosto do meio-morno, nem do meio-termo. Prefiro rebeldia à letargia. Minha testa faz ruga quando algo me perturba. Gosto quando dá tempo de repartir antes de ir. Não gosto de nada aguado ou requentado. Para desestressar?  Dançar ou fotografar, porque escrever é para me salvar! Faço bico, quando sinto àquele ciúme esquisito. Guardo dengo aos molhos e  adoro delicadeza nos olhos. Passo looonge de ser discreta, falo muito e sou sapeca. Sou das que agarra beijinho com a mão e guarda no coração. Gosto da impossibilidade possível, do imprevisível. Gosto de ouvir o que o ar tem pra contar. Os sorrisos? Não sei guardar só pra mim, sou assim. Eu flerto com a alegria, sou do dia.

1 de novembro de 2013

Pedindo licença poética para o clichê





É um aperto familiar no peito. Aperto que não dói, só abraça.
Não é platônico. É alcançável.
Os ponteiros têm instruções expressas de andarem lentamente quando estamos juntos.
A poesia já não emudece mais. Sinto paz.
Eu pulei o muro das palavras inomináveis para escrever o que sinto.
É um jeito de estar que tem o dengo como itinerário.
É como uma criança que não pensa em ser feliz, apenas é.
Quando dizemos "dorme bem meu dengo", é um já não estar, estando.
Nosso querer bem tem sintonia.
 Eu olho para você e tenho tanta, mas tanta alegria.
E seguimos assim: a gente não precisa de fada, nem de conto. Só
do nosso encontro.

5 de setembro de 2013

Foto(grafado) em mim.

 


"Às vezes tudo que precisamos é de 20 segundos de coragem constrangedora para viver algo muito especial.”. 


Descobri a veracidade dessa frase em minha vida. Quando a gente se depara com algo inefável leva algum tempo para se recuperar. É assim que me sinto: impactada. Um olhar que materializa a sensibilidade. Sorriso de poesia. Jeito de prece. Como não se envolver quando o pormenor do outro é uma lauda para nós? Meu único desejo é de que o tempo congele o momento. O tempo não pode. Mas minha memória sim. Depois que te conheci conto cada dia longe como um dia a menos. Essa frase cabe perfeitamente à você. Coisas que a gente não sabe explicar e nem precisa. Meu pensamento está sensibilizado e minha respiração ainda com teu cheiro.



Não economizo emoções.
 Essa é uma das minhas coragens.
 Sinto.
 Não quero roteiro.
 Só quero d(escrever-te).

1 de setembro de 2013

Registro



De um jeito insensato e valente
ou as duas coisas,
eu te quis desde o primeiro momento.
Uma vontade de te aprender que não acaba,
querendo que você me aconteça incontáveis vezes pelo caminho. 

3 de abril de 2013

Classificando



Saudade: 1. pedaço de tempo após a despedida; 2. ausência de covinhas;  3. motivo de voltar; 4.urgência do que já foi embora; 5. oposto de esquecimento; 6. fusão da lembrança com a vontade; 7. sinônimo de melancolia; 8. antônimo de indiferença;  9. necessidade de serenatas; 10. inspiração dos poetas; 11. estrofe dos sentidos impressa na alma; 12. visita invisível de quem partiu (ficando).

2 de abril de 2013

Das coisas simples.






Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas.
E me encantei.


Manoel de Barros

4 de março de 2013


Se não for hoje, um dia será. Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas pra um dia dar certo.

 Caio Fernando Abreu

14 de janeiro de 2013

O tempo


Há dias nublados. 
Para esses dias Deus providenciou pingos coloridos
 e os chamou de : AMIGOS!

1 de janeiro de 2013

Coisas de Angélica.




Há quem passe reveillon com fogos de artifício por fora e nenhuma explosão por dentro. Estar feliz artificialmente não é pra mim. Nunca suportei nem ser lida de forma rasa, por gente que não tem profundidade nos olhos. O momento me escreve e eu a ele. Nesse ano que termina, eu segui caminhos escorregadios e traiçoeiros, mas Clarice é muito sábia quando diz: “Perder-se também é caminho”. Foi errando os passos, que percebi qual era a estrada de terra firme e cheia de luz. Tive na vida muitos encontros e muitas despedidas (quem me conhece sabe disso). Às vezes a saudade se disfarça de sorriso só pra nos proteger. Saudade é coisa profunda em mim. Mas os afetos, eles sim me preenchem.  Os afetos vão longe e eu também.  Mas prefiro ir longe a ser alguém com a porta aberta e que ainda assim se sente aprisionada. Alguém com medo de sair e se perder, sem se dar conta de que já está. Manuel Bandeira tem razão. "O que não tenho e desejo... É o que melhor me enriquece..." A busca nos move.  A expectativa, o desejado, o não alcançado. Aprendi desde pequena que não é certo empurrar. Seja pessoa, coisas a fazer e menos ainda os sentimentos. A amarga doçura de procurar até encontrar. Sou movida por seguir... Foi assim que sobrevivi. Foi querendo as exceções. O querer não pode transformar-se jamais em “tem que ser assim”. O sentir também não. Sentir não pode ter vias obrigatórias, ninguém sente porque tem ou porque é melhor assim. “Em quem você pensa logo ao acordar, antes mesmo de abrir os olhos e saber-se vivo (a)?” Se você não esta do lado da sua resposta é porque está no lugar errado. “Nunca desista de alguém que você não consegue passar um dia sem pensar”. O pensamento nos despe despudoradamente. A gente pode até não falar, mas pensa. Não telefonar, mas pensa. Não ir procurar, mas pensa. É a famosa sede-de-estar-pertinho. É incrível como mexe conosco. É uma ansiedade que nos faz engordar. Uma tristeza que nos faz emagrecer e uma felicidade que faz a gente se sentir linda estando magra ou gorda. Hoje me pergunto: quando a gente se joga no abismo de olhos fechados é por coragem ou medo de abrir? No tsunami do envolvimento, nunca nos apresentam o meio termo. Nada morno tem graça mesmo, pelo menos não pra mim.  Tenho um jeito bem peculiar de enxergar a vida. Um jeito só meu. É por isso que talho palavras com os dedos. Começo textos novos como quem se dá a chance de viver tudo outra vez. Mas a vida não tem como programar, pelo menos não efetivamente. Não há garantias e às vezes por mais que a gente corra muito atrás, precisamos respirar fundo e sossegar. Já dizia Guimarães Rosa: “esperar nada é, a meu ver - e pelo menos hoje, agora, amanhã já não sei - o melhor a se fazer.” Porque sentir não tem precisão, que dirá pressa. 



24 de dezembro de 2012

Cal(maria)


“O coração do homem pode fazer planos,
 mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor”. 
Provérbios 16:1

Cheiros, sons, papéis escritos e guardados, contatos, fotografias, realizações, lembranças, sorrisos felizes e borrados, conquistas, histórias doloridas que machucaram corpo e alma. Tudo é um ciclo. Há dias venho pedindo licença a caneta e desculpa aos papéis. O pensamento é um transporte poderoso, chega rápido onde preciso. Mas hoje as letras cigarras fizeram barulho juntas na busca de sair da alma para o papel. Dia após dia, testemunhamos o aprendizado do nosso sentir, bem como a mudança de foco na percepção das coisas que vivenciamos. Lembrei-me das palavras de Mário Quintana: "No dia em que estiveres muito cheio de incomodações, imagina que morreste anteontem... Confessa: tudo aquilo teria mesmo tanta importância?" Percebo que de fato não tem mesmo. Refletindo a gente apura o sentir e enxerga a porta de saída. Sofrer não é o idioma da vida. Acumulei buscas até entender que meu caminho estava ali ao meu lado. O espaço do tempo fortalece as coisas. É um tipo de fogo que queima sem consumir. As vezes há muitas correspondências e poucos assuntos. Tudo tem haver conosco e disso nunca mais esqueço."Até o lixo que a gente joga fora fala de nós." Ressignificar as coisas é uma espécie de sol que entra coração adentro limpando o mofo das mágoas. Tenho aceitado meus limites e perdoado  os enganos do meu sentir (se leu isso e se encaixou, é porque deve ser pra você mesmo). Hoje entendo que algumas pessoas desistem de nós, porque já desistiram delas primeiro. Errar nunca me assusta, me assusta mesmo é a falta de ousadia. O foco do meu coração está nas coisas que ficam, como a pastinha onde guardo os desenhos e bilhetes que recebo dos meus filhos, a cadelinha que veio para nossa casa preenchendo os dias de alegria, os passos que dei para vencer meu medo de altura, meu aniversário cercado das pessoas que amo, o curso de fotografia que finalmente fiz e outras tantas coisas que realizei. Sou flecha lançada, não tenho volta. Meu sentir fez um pacto de fidelidade com minha infância, por saber que a maior das audácias é o intervalo da brincadeira virar oportunidade.

3 de dezembro de 2012

Reencontro



Um poema não é uma palavra que se perde no vento...
Fica registrado nas pedras, 
Vive, respira,
Tal como um ser pensante 
Grita que existe.
E muito embora 
Por vezes atirado em um livro qualquer
De uma biblioteca qualquer
Soterrado pela poeira do tempo
Em qualquer canto do mundo...

Quando um leitor comum
Enfim o encontra,
O poema
Limpa a poeira do seu paletó,
Olha as horas no seu relógio de bolso,
Pergunta a data,
E diz, como quem não quer nada:
‘Até que enfim... companheiro
Não sei se sabes...
Mas eu estava justamente à tua espera’.

Mário Quintana

16 de novembro de 2012

Removi a teia de aranha, retirei todos os cadeados e fui andar de bicicleta.


Nunca me agoniei com o escorrer do tempo, mas admito meu gosto pelo olhar envolvendo-se com a memória. O inesperado me trouxe de volta à escrita.  Escrever histórias ou vivê-las?  O que de fato quero que sobreviva através dos meus escritos? Combinei com as letras de arrumar os armários. Organizar o sentir sempre vale a pena, mesmo que o outro desconheça do que se trata nossa linguagem. Deixo de ser e sou a cada texto. Muitos rascunhos ficaram perdidos dentro da bolsa. Outros, ficaram pendurados nas chaves que esqueci na fechadura pelo lado de fora. Já quis muito mais do que cabia em mim, hoje quero apenas não me ensimesmar no estranhamento do é tão meu. Bom mesmo é abandonar os caminhos que nos levam onde não queremos chegar. Resolvi tingir o asfalto com os pneus da minha bicicleta em cenários diferentes. Dia de sol. Sem nenhuma nuvem de chuva no céu. Descobri que de fato, o "pecado" mora ao lado. É uma luxúria tipo escritos de Jorge Amado: "por fora água parada, por dentro uma fogueira acesa." Adorável de ler, sentindo.

10 de outubro de 2012

Registro


Os momentos
 fogem pelas lentes
e se jogam dentro do porta retrato.

16 de setembro de 2012

Lado a lado

 

 
Quando Jesus lava os pés dos Apóstolos na tarde de Quinta-Feira Santa, Ele olha-os de baixo para cima e é nesse momento que Ele nos ensina uma lição sobre o amor.

É necessário ter humildade para amar, pois o amor não pode olhar o outro de cima para baixo.

11 de setembro de 2012

20 anos



 
Na xícara de louça branca, o café preto.
 Minha mente em silêncio senta à mesa.
 Hoje é dia comum. Há trabalho. Há compromissos. Há estudo.
 Só não há graça.
 Amanheci com olhos molhados.
 Quase ninguém sabe. Quase ninguém lembra.
 Pareço pálida, mas é melancolia. 
 Cabeça entre as mãos.
 O café está com gosto estranho. Será que alguma coisa caiu no café? 
Eu brinco de fugir. As lembranças brincam de me achar. 
Em dias como esse, eu vou.
Um passo e meio de distância. As vezes meio passo. 
Preciso seguir.
 São 20 anos profundos. Lá atrás, ficaram marcas bonitas. 
Pares de pegadas, colo, mãos no cabelo,
 leituras e longas horas de conversa,
sobre a vida e sobre Deus.
 Eu tenho usado aquele kit sobrevivência que você deixou,
mas nem com ele eu consigo sair ilesa dessa saudade.
 Sem seu abraço eu sinto frio.
 (lágrimas)
Pai, nem sempre tenho certeza se estou indo no caminho certo ou que você gostaria,
mas é assim mesmo, no fim tudo se ajusta.
 

4 de setembro de 2012

Para o amor tudo é pouco


Amor, fica um pouco comigo?
Hoje não dá tenho muito trabalho.
Passei só pra te dar um beijo.
Ah fica um instante...
Tá bom, mas não posso demorar.
Poxa, fica só um tempinho...
Um não, dois tempinhos comigo.
Ok dois tempinhos, mas depois vou embora.
Que tal você ficar um tempão?
Um tempão? Mas isso é muito!
Isso amor, fica muuuuitãooo assiiiiiiiiiiiiiiiiiiim.

5 de agosto de 2012

Minha escrita é o trajeto.


Tudo pode ser mudado de última hora, ou não. Não há guia quatro rodas e não há distância que não consiga ser vencida, tudo pode ser/estar ao lado. É assim quando escrevo. Eu não me importo muito com o destino, e sim com o trajeto. Muitas vezes é necessário pernoitar. As inspirações não necessitam  de dias de sentir para poder deitar na folha. Às vezes escrever me leva de volta a lugares que já estive e acreditem o texto reescrito nunca é o mesmo. Eu sempre estou mais interessada nos motivos pelos quais a escrita me faz seguir. Interesso-me em escrever sobre o que me emociona e certamente não são as "coisas perfeitas", porque é justamente a imperfeição que torna tudo mais humano. Cada chegada e partida no papel são diferentes. Percebo que o texto se embrulha parecendo um origami e cada dobra precisa ser descoberta em seus detalhes. É escrevendo que me refaço. Na escrita eu não "faço coisas" na verdade, "sou as coisas feitas".



19 de julho de 2012

E agora Maria?


Meu corpo faz birra.
Não quer comer, não quer dormir. Ficou pálido.
Sabe a minha "cabecinha de aquarela"? Pois é, tá em tons pastéis agora.
O ar resolveu não descansar em meus pulmões. Ando ofegante. Sinto cansaço.
Suspiro para não pirar.
Sinto-me como se tivesse esquecido de ler àquelas letras miúdas do rodapé.
Perdi parte do texto e meu sentir leva tudo ao pé da letra.
Repetitiva e levemente degenerativa é a incerteza.
O dia amanhece e nada se acomoda, só incomoda.
Meu pensamento nômade contempla à distância.
Meu coração tem tanto a dizer, mas fica quieto pra não aumentar essa urgência.
Ao telefone eu dessabafo: Passei o dia chorando...
"Outra queda?" Pergunta a voz do lado de lá.
Um soluço e eu respondo:
A única coisa que caiu hoje, foi uma saudade dentro dos olhos.

10 de julho de 2012

Velas em foco.


ANIVERSÁRIO!  Esse eterno acréscimo e diminuição dos anos.
 Reflito e sinto sempre. Mas em época de aniversário,
 a coisa parece que exacerba.
 Há alguns anos, descobri que havia um cordão umbilical que me ligava à escrita e a fotografia.
 É vital, não fico sem. Preciso d(escrever-me),
 foto(grafar-me).
Sempre me impressionei com os "poetas das das tintas" Van Gogh, Picasso. 
Mas foi na tinta da caneta e nas imagens,que me encontrei.
Escrevo em demasia, porque sinto da mesma maneira.
Meu coração não entende que escrever é para o papel 
e escreve tudo em meus sentidos.
Confesso! Gosto dos cartões de aniversários escritos, 
eles são especiais pra mim.
Tenho a doce ingenuidade de pensar, que quando o sentir é registrado no papel, 
ele permanece. 
A alegria é inerente a minha alma. Busco vivê-la de janeiro à janeiro, eternizando-a nas fotografias.
Não tenho pedidos de aniversário, tenho preces. Sou só agradecimentos.
Deus tem propósitos em minha vida mesmo quando está em silêncio.
Quero registrar cada momento com câmeras e mãos
Algumas vezes em colorido,
 outras em preto e branco (que são as minhas favoritas).

;o)

5 de julho de 2012

Das coisas que ficam...



"As pessoas esquecerão o que você disse, as pessoas esquecerão o que você fez...

Mas elas nunca esquecerão ...Como você as fez sentir."


Chico Xavier

28 de junho de 2012

Verbete de emoção.

Nem sempre sou lúcida nas palavras. Às vezes, há quedas d'água em minhas letras.
Mas acredite, não há represas em meu coração.
Há quem se afogue em palavras da boca pra fora, eu por outro lado,
não possuo correntezas dos olhos pra dentro.
 Aqui nessa minha cabecinha de aquarela, há um lugar onde as cores são escritas delicadamente.
As diferenças sucitam paciência e ternura.
O encontro acontece, depois que as expectativas desacontecem. 
E eu digo: troco qualquer queda de braço, por um abraço.

.

20 de junho de 2012

Perene



E, nas raríssimas horas vagas, eu desafio o rítimo do pulso.
O papel sem escrita, é saudade. Daquelas saudades que ficam perto, grudadas na gente, enquanto quem devia estar assim, era você.
Estou guardando algumas histórias, para quando a gente se encontrar.
Serei clara, para que você não tenha que me procurar nas palavars subentendidas.
As vezes tenho a sensação de que você já me conhece a séculos... Que quando fala de música, filme e poesia, é teu jeito de sair falando de mim por aí...
Não há placebos para o que precisa ser vivido.
Contigo, a única medida drástica que consigo, é continuar.
Sinto ânsia da poesia dos teus beijos em meu umbigo.
É um afeto leve, apegado aos sussurros. Sede-de-estar-pertinho.
Muitas experiências me levaram a escrever, mas foi com você que tive pela primeira vez, a vontade de transcender à palavra a ponto dela se tornar uma vivência.
Pode não ser fácil, mas a gente consegue tornar simples.
E como é doce viver o simples... É dar-se a chance de sorrir, retirar as mágoas e repaginar o futuro.

9 de junho de 2012

É assim aqui dentro.


Eu aguardo o dia em que possa telefonar e dizer coisas cotidianas do tipo: Eu me atrasei no trabalho amor... Chego em meia hora!

6 de junho de 2012

Essência



"A vida não amarga aquilo que por natureza é doce."

Fernando Vieira

5 de junho de 2012

Ele, o Manoel. Porque o dia merece!

 
A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aq
uele que descobre as insignificâncias
(do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.



(Manoel de Barros)

14 de maio de 2012

O inevitável.


E por mais que a gente pense que não... TUDO UM DIA SE DESFAZ.

18 de abril de 2012

Ainda existe.


"Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar.

Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem.

Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca."

E você? Quantas vezes fez isso ultimamente?

17 de abril de 2012

Enxergando possibilidades.



Que a gente possa encontrar dentro de si
força o bastante, para tornar as coisas possíveis.





A espantosa realidade das coisas. É minha descoberta de todos os dias.
 Cada coisa é o que é. E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra.
 E quanto isso me basta.

           (Fernando Pessoa).




12 de abril de 2012

Até conseguir!


A persistência é o caminho do êxito.

Chaplin

10 de abril de 2012

Eu penso que...



Você pode até me procurar. Deixar passar o tempo, telefonar. Você pode até dizer que se importa, ou que ainda sou importante. Que faço parte. Você  pode até achar que é "eternamente responsável" porque me cativou. Você pode fazer bico, birra ou emburrar. Você pode até imaginar que será como antes e que cedo ou tarde vamos nos abraçar. Você pode até pensar que escolhi o caminho errado e que o certo, era ao seu lado. Você pode jurar que eu ainda estou aí, que nunca me despedi.Você pode até deixar de perguntar, de dizer, ou de ler o que escrevo. Você pode mudar horários e esquecer dos calendários. Você pode até beber para esquecer ou tentar entender. Você pode pensar que não houve morte lenta e que não tranquei as portas.   Você pode até achar que o tempo, vai acalmar tudo por dentro. Você pode até pensar que acontecerá outra vez. Você pode até esperar que o amor seja ressucitado, depois de tantas vezes enterrado.  Você pode até achar que rezar, resolve. Você pode até acreditar que outras presenças são desintoxicação garantida, até perceber que não. Você pode até pensar que não procurar muda os pecados cometidos e os em vias de cometer. Você pode até pensar que as feridas sempre terão saídas pelas portas do fundo. Você pode até achar que esse texto é ruim e que não precisava ser assim. Você pode pensar o que quiser, mas nada do que pense dará à você  novamente, o espaço de me escrever por dentro.

Pétalas


Minhas pétalas
brincam demais de bem-me-quer.
Eu me quero
te querendo todo bem.
Brinco de me perder
só pra você me achar
Vem?

3 de abril de 2012

Registro


"...Em última instância, será como é e sempre foi:
as grandes coisas ficam para os grandes,
 os abismos para os profundos,
as branduras e os tremores para os sutis e, em resumo,
as coisas raras para os raros. "

22 de março de 2012

Entre outras coisas.


Coisa livre é a folha em branco,
ela pode dizer o que quiser e não dói nada.

14 de março de 2012

Uma escuta, em linhas.


Não sei exatamente como começar.
Está tudo aqui dentro, observando-me.
Não adianta disfarçar com cegueira inventada, pois lateja, pulsa e se debate,
feito peixe ainda vivo quando retirado da água por nossas mãos.
Rejeito o enfado e me desloco procurando as pegadas deixadas por Deus na poesia.
Tudo que é transcrito pela arte, eterniza-se. - O prazer doído, a alma intelegível,
 a espera que atravessa às noites.
Eu sou das que não tem meio-riso, sorrio inteira.
Escrevo sobre as horas que fazem serão nos olhos e covinhas nas minhas bochechas.
Quem ousa dizer a verdade a si mesmo? A poesia ousa.
Ela rasga-me como bisturi afiado e chega as minhas verdades;
redimindo as "pecadoras" e exaltando as "angelicais".
Já tornei público que o que escrevo chega antes de mim,
 e conta tudo que sabe sem dizer nada, 
dizendo tudo.

13 de março de 2012

Deixando acontecer...


 Só vontade de ser feliz!

12 de março de 2012

Plenitude


"As razões têm essa mania de serem discretas."

Foi uma vez...


"E viveram felizes para sempre. Mas não um com o outro... Porque a vida tem dessas coisas."

=)

7 de março de 2012

Dentro/Fora



Vejo os dias amanhecerem um a um
e eu arrastando papéis em meus pensamentos.
Atravessam os dias fazendo barulho sobre meus telhados
e tudo que está aqui dentro vai lá fora procurando espaço.
Tenho comigo uma coleção de pensamentos:
longos, curtos, silenciosos, e é claro, os meus preferidos.
Alguns  eu tentei acompanhar mas nunca consegui, pois se dissiparam feito vento disperso,
trasportando à vontade de ir com a mochila nas costas.
Há aqueles que procuro viver intensamente
e fico tentando arrumar essa minha transparência,
que as vezes é tão fácil de ser confundida, penso eu.
Existem pensamentos que tentam se esconder dentro da xícara de café, no travesseiro, mas às vezes comentem o "grave erro",
de se esconder na tinta da caneta.

5 de março de 2012

Vai me acompanhar?

2 de março de 2012

De outro lugar

"Ei, quero te avisar que não fui embora.
Vou ficar por aqui um tempo, só olhando.
 Vou tirar a armadura e vestir meu casaco de pele invisível.
Eu não estou parada.
 Estou mandando amor de uma forma diferente."

24 de fevereiro de 2012

Varal


Coloquei as lembranças para lavar. Em breve, irão secar.

19 de fevereiro de 2012

E quando hoje for amanhã?


Será amanhã o dia de dizer as palavras?
Se assim for, o que direi agora?

"Fazer de conta e pedir estorno". Nem sempre a alma acompanha a champanhe do balde. "Meia luz de palavras" é algo de que preciso. Ouvi certa vez, que a palavra machuca. Eu mim, a ausência dela machuca mais. A falta quando mora ao lado me engole viva. Imaginação é bom, mas não para ser adotada como moradia. Desculpe Clarice, mas hoje não quero inventar verdades, estou precisando que certas coisas façam sentido, pelo menos aqui dentro, pelo menos pra mim. Já não sei se é o silêncio que guarda as palavras ou se as palavras é que guardam o silêncio. Mas uma coisa eu sei. Ambos me guardam.