1 de novembro de 2013

Pedindo licença poética para o clichê





É um aperto familiar no peito. Aperto que não dói, só abraça.
Não é platônico. É alcançável.
Os ponteiros têm instruções expressas de andarem lentamente quando estamos juntos.
A poesia já não emudece mais. Sinto paz.
Eu pulei o muro das palavras inomináveis para escrever o que sinto.
É um jeito de estar que tem o dengo como itinerário.
É como uma criança que não pensa em ser feliz, apenas é.
Quando dizemos "dorme bem meu dengo", é um já não estar, estando.
Nosso querer bem tem sintonia.
 Eu olho para você e tenho tanta, mas tanta alegria.
E seguimos assim: a gente não precisa de fada, nem de conto. Só
do nosso encontro.