5 de agosto de 2012

Minha escrita é o trajeto.


Tudo pode ser mudado de última hora, ou não. Não há guia quatro rodas e não há distância que não consiga ser vencida, tudo pode ser/estar ao lado. É assim quando escrevo. Eu não me importo muito com o destino, e sim com o trajeto. Muitas vezes é necessário pernoitar. As inspirações não necessitam  de dias de sentir para poder deitar na folha. Às vezes escrever me leva de volta a lugares que já estive e acreditem o texto reescrito nunca é o mesmo. Eu sempre estou mais interessada nos motivos pelos quais a escrita me faz seguir. Interesso-me em escrever sobre o que me emociona e certamente não são as "coisas perfeitas", porque é justamente a imperfeição que torna tudo mais humano. Cada chegada e partida no papel são diferentes. Percebo que o texto se embrulha parecendo um origami e cada dobra precisa ser descoberta em seus detalhes. É escrevendo que me refaço. Na escrita eu não "faço coisas" na verdade, "sou as coisas feitas".