28 de junho de 2012

Verbete de emoção.

Nem sempre sou lúcida nas palavras. Às vezes, há quedas d'água em minhas letras.
Mas acredite, não há represas em meu coração.
Há quem se afogue em palavras da boca pra fora, eu por outro lado,
não possuo correntezas dos olhos pra dentro.
 Aqui nessa minha cabecinha de aquarela, há um lugar onde as cores são escritas delicadamente.
As diferenças sucitam paciência e ternura.
O encontro acontece, depois que as expectativas desacontecem. 
E eu digo: troco qualquer queda de braço, por um abraço.

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20 de junho de 2012

Perene



E, nas raríssimas horas vagas, eu desafio o rítimo do pulso.
O papel sem escrita, é saudade. Daquelas saudades que ficam perto, grudadas na gente, enquanto quem devia estar assim, era você.
Estou guardando algumas histórias, para quando a gente se encontrar.
Serei clara, para que você não tenha que me procurar nas palavars subentendidas.
As vezes tenho a sensação de que você já me conhece a séculos... Que quando fala de música, filme e poesia, é teu jeito de sair falando de mim por aí...
Não há placebos para o que precisa ser vivido.
Contigo, a única medida drástica que consigo, é continuar.
Sinto ânsia da poesia dos teus beijos em meu umbigo.
É um afeto leve, apegado aos sussurros. Sede-de-estar-pertinho.
Muitas experiências me levaram a escrever, mas foi com você que tive pela primeira vez, a vontade de transcender à palavra a ponto dela se tornar uma vivência.
Pode não ser fácil, mas a gente consegue tornar simples.
E como é doce viver o simples... É dar-se a chance de sorrir, retirar as mágoas e repaginar o futuro.

9 de junho de 2012

É assim aqui dentro.


Eu aguardo o dia em que possa telefonar e dizer coisas cotidianas do tipo: Eu me atrasei no trabalho amor... Chego em meia hora!

6 de junho de 2012

Essência



"A vida não amarga aquilo que por natureza é doce."

Fernando Vieira

5 de junho de 2012

Ele, o Manoel. Porque o dia merece!

 
A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aq
uele que descobre as insignificâncias
(do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.



(Manoel de Barros)