28 de outubro de 2010

Quando se resolve ir...


Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”



Caio F.

12 comentários soprados.:

Luciana Klopper disse...

Que texto lindo!!

Júlio Castellain disse...

...
É,
Pode ser.
Abraço.
...

Refúgio da Alma disse...

O amor tem dessas coisas.

Beijo.

Simone Aline disse...

Ah, o amor e suas incertezas... sempre valem a pena... ou quase...Se é loucura ou não, ninguém sabe!
Bjs

Vida louca!!! disse...

Q lindo!!!!
E realmente e a pura verdade, mais não diria que seja covarde, e sim, q seja melhor q termine assim....

bjs

Colecionadora de Silêncios disse...

Pode me chamar de covarde tb, mas eu prefiro assim... "Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor."

Adorei o texto! :)
Beijos

Franck disse...

Caio e sua sabedoria, sou suspeito pra comentar algo dele, pq amo tudo que ele escreve!
Bj*

Leo disse...

quando a gente resolve ir é que resolvem que a gente fique.

vai entender, né?!

Um beijo, querida!

Lumena Oliveira disse...

"Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”

Viver na incerteza penso que não será a melhor forma. Assim, é fugir da realidade da vida, de todo o processo que a vida nos apresenta.
A certeza de saber que se acaba em dor, é outra forma de recalcar o sentimento de que não se consegue libertar, então porque não se desapegar do sofrimento?
A mente tem destas "partidas", que não nos deixa pensar. Ficamos presos ao condicionamento, e tudo o resto aparece sempre à nossa frente.
Uma forma de se libertar da loucura, do medo, do sofrimento, da dor, é desapegar-se destes sentimentos. Entregar-se somente ao incondicionamento, ou seja, ter o sentimento de amor em tudo e para tudo. A vida por mais cruel que seja, o amor ajuda a vivê-la em pleno.

Um grande be:)inho,

Lumena Oliveira

Mari Amorim disse...

Querida amiga Angélica,
adorei,mas como saber?ainda que machuque, a experiência nos trás benefícios.
Boas energias,sempre
Mari

Assis Freitas disse...

é melhor se deixar ir do que ficar partido,


beijo

Carla Diacov disse...

Impressionante! Quase posso morder tuas palavras!

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