23 de outubro de 2010

Mosaico



Há dias para levar tudo e nada. São tantos cabimentos, que já não estou cabendo em mim. Aqui está cheio de mosaicos. Pequenos cacos em busca de comunhão. Minha alma até sabe dizer onde quer estar, eu é que não sei chegar lá. Tenho muitas histórias morando em mim, mudam de endereço, mas a mobília é a mesma. Hoje parei de tagarelar para escutar a minha falta, e me achei em todos os sorrisos e dores que devorei. Prefiro não sentenciar a vida à realidade plena, o meu faz-de-conta tem vontade e ideias próprias. A escrita nunca me virou às costas, embora já tenha me virado do avesso. Fico impressionada como alguns sentimentos são repetidos dentro de nós feito um realejo, alojando-se até que a gente seja capaz de entender. Não quero a citação, quero a transcendência. Desejo que a caixa preta onde eu registro tudo, seja a dos brinquedos que deixam a minha criança feliz. E para finalizar, só queria que soubesse que quando coloquei as aspas, tinha a esperança de que um dia, o texto - você, fosse meu.

13 comentários soprados.:

Laércio Neto disse...

[i]Gostei muito da idéia expressa em " São tantos cabimentos, que já não estou cabendo em mim." Nossa, é incrível como há momentos em que a gente transborda, transborda em raiva, impaciencia, carência. É quando nossos jarros enchem; estávamos tão impanturrados de nós mesmos que nem nos preocupamos com o impacto do derramamento, e, assim, o grito , choro, sorriso ou até mesmo desespero vem grosso, enlevando a alma...

Denise Portes disse...

É tão bom quando o amor chega e começa a transbordar. Tenho sentido isso quando passeio por aqui.
beijo
Denise

Pablo Rocha disse...

Falar de coisas tão pessoais, se mostrando ao leitor sem máscaras é dificil demais. Você o fez com excelência neste texto falando de coisas que embora íntimas, são combates existentes em cada ser que ainda respira neste mundo. Nossa capacidade de levar à complexidade aquilo que deveria ser simples é infinita. Comunico com seu texto de forma especial e destaco o final arrebatador que deste. Gostei demais.

Beijos!

Refúgio da Alma disse...

Não deixe a esperança se acabar, minha querida. Para tudo há um jeito, mesmo que não seja aquele que sonhamos.
Os caminhos estão aí, so esperando a decisão de sua partida, ou chegada...
As vezes precisamos nos entregar para entender, poderá ser este seu caso?
Não pense, faça... não retorne, entregue-se.

Um bom domingo pra vc e sua cria.

Cheiro nas pétalas.

Refúgio da Alma disse...

Ps.: Adorei a postagem.

:)

Assis Freitas disse...

das sensações de pertencimento ou não



beijo

Talles Azigon disse...

aí meu anjo que maravilha que maravilha não sei porque ao ler a musica deixa estar da marina tocou na minha cabeça

Tatiana disse...

Saio daqui refletindo muito!
Que a sua semana seja rica em momentos de muita felicidade.
Beijos com o meu carinho

Márcio Vandré disse...

A caixa-preta é o inconsciente que só mostra memórias na hora que não queremos.
Que queimem aquelas lembranças recheadas de falso amor.
Um beijo!

Baerdal disse...

"Minha alma até sabe dizer onde quer estar, eu é que não sei chegar lá. Tenho muitas histórias morando em mim, mudam de endereço, mas a mobília é a mesma."

Visto e invisto em mim; revisto minha essência anormal, reivindico a vida que pulsa, e ouço o EU que clama.

Perfeito Mosaico.

Muito bom te ler.
Abraço de Baerdal

Dai disse...

Olha, acho que li umas 10 postagens seguidas, de tanto que gostei. Muito bom, mesmo. Vez em quando a gente tem a sorte de encontrar blogs como o seu: que bom.

beijo

Vida louca!!! disse...

Amei a postagem meu anjo!!!
"São tantos cabimentos, que já não estou cabendo em mim."
Assim q estou!!

Bjaoooo!!!

Paula Nunes disse...

Adorei seu blog, bem autentico.

Te sigo!!!

Kisss

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"Se tudo passa, talvez você passe por aqui..."