11 de setembro de 2010

Varal de saudade.




Dizem que a saudade é roxa.
É possível.
Mas hoje, ela será brilhante
feito às 3 Marias 
                         *
          *
* 
no céu.
Um bordado de ida e volta
um véu.
Um varal de estrelas
p
   e
                n
d
              u
    r
        a
             n
d
       o
saudade pra quarar.
Depois eu passo tudo
- a tristeza
- a melancolia
menos o tempo
porque esse, não parece passar.
###############################################################
                                                               [ 18 anos de saudade ]E nada de secar.

11 comentários soprados.:

Úrsula Avner disse...

OI Angélica,

quanta sensibilidade em versos delicados perfeitamente encaixados á bela imagem postada. Show ! Bj com carinho.

Emili disse...

Quanta leveza pra falar sobre a saudade.
Como tu mesmo dizes quando acha algo belo:
Ficou de uma beleza 'inefável'

:)
Beijos chuvosos daqui[rs]

Franck disse...

Saudade é saudade... o que importa a cor? Mas roxo é tão pungente! Vamos fazer da saudade um arco-íris, assim será melhor conviver com a dita cuja!
Um bom fim de semana! Bjs*

Denise Portes disse...

Lindo e bordado com toda sua sensibilidade. Você sempre me toca e me deixa com essa sensação boa de que não estou sozinha no meu sentir.
Beijo
Denise

Nilson Barcelli disse...

Para mim a saudade é escura... talvez preta. Mas também é roxa. Resumindo, nunca tinha pensado na cor da saudade, ela deve ter uma cor fria...
Belíssimo poema, gostei imenso. Tal como gostei dos outros que li.
Um beijo.

Tatiana disse...

Em versos que ficam presos no tempo de uma saudade sem fim...

Lindo!

Um beijo carinhoso

HSLO disse...

“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouca: quer – se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.”

(Clarice Lispector)

Abraços
de luz e paz

Hugo

EDER RIBEIRO disse...

Tudo neste post é lindo, a foto me encantou, a poesia segue um cadência e fecha com chave de ouro. Amei demais. Bjos.

Refúgio da Alma disse...

Lindo...

Um cheiro.

Gilmar disse...

Perfeito, Angélica, a harmonia da imagem e o texto! E que jeito meigo de tecer a saudade! Na verdade, de pendurar para secar. Significa dizer que alguma coisa foi lavada, tentando retirar marcas ou apagar sinais... Mas, mesmo no varal cuidadosamente preparado, não seca, permanece umedecida, inclusive por lágrimas teimosas, que vez por outra insiste “regar”. E serão vãs as tentativas de “passar” alguns outros sentimentos... Eles permanecerão amarrotados. E o ciclo voltará: serão lavados, pendurados e por mais que se tente passá-los, ainda continuarão amarrotados. É a forma que a saudade encontra para reavivar passos e nos convidar a olhar pra dentro!

Carinhoso abraço, Angélica!

Ricardo Novais disse...

Lindo texto! Belo e tão tocante, incrível!

Um beijo, moça. ;)

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