20 de setembro de 2010

Memórias


“Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo.”

Caio F.

3 comentários soprados.:

Ana Paula Duarte disse...

Nossa, é isso mesmo que acontece, qd já não resta saudade, já não resta amor...Nem sei se há indiferença, mas fato é, a gente se lembra...Talvez, ao vermos, nem reconheçamos...Vc leu meus sentimentos em relação a uma única pessoa aí...Me leu!
Abraço.

Ana Paula Duarte disse...

Opaah, só agora vi que foi o Caio Fernando de Abreu que escreveu, então te parabenizo pela booa escolha, adoro esse cara, me lê facinhoo!
Bjos.

Benjamin disse...

São tantas coisas “além” do visível que precisamos “enxergar” de forma intuitiva, tentamos às vezes comunicar com palavras, mas, as palavras precisam ser interpretadas, e nem sempre alcançam o objetivo, ou quando alcançam não são interpretadas de forma satisfatória. Mais o olhar este pode valer mais que “mil palavras”.

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