6 de julho de 2010

Sílabas de vozes


Folheio em mim intenções.
Imagens com sede, que me contam inteira.
Intervalos cálidos,
de uma respiração que me estia do tédio.
Desconhecendo-me,
saio do cárcere de angústia pérfida
ao qual me habituei.
Tudo é tanto...
Numa atenção quase analítica,
leio emoções,
 aquém do saguão. 
Sou febre liberta do corpo.
Armo fogueira dos gravetos que sobraram,
se calhar,
eu acendo.
Há uma intersecção de linhas
fora e dentro de mim.
Endereços plenos de fogo e cinza,
onde retoco a alma
ávida
por olhos
que a leiam sem pontuações.

7 comentários soprados.:

Simone Aline disse...

Simplesmente lindo!
"(...)retoco a alma ávida por olhos que a leiam sem pontuações." Noooooooooossa!!! Que frase!!! Mas o texto inteiro é lindo, lindo mesmo!
Bjão e boa semana

Tatá disse...

tão lindo este texto!Adorei o blog! *.*

A Céu disse...

Como vc está densa...
Apesar de ser lindo, me preocupa.

Tenho saudades...

Beijos enorme no seu coração!

Erica Vittorazzi disse...

'Sou febre fora do corpo'.


Perfeito.


Beijoos

Lara Amaral disse...

Perfeito! Amei esse poema, sensível e intenso.

Beijos.

cantinho she disse...

...
Lindo
...
Beijo
Beijo!
She ;)

Jorge Pimenta disse...

feito de linhas semi-rectas e curvas com intersecções... é esta (in)completude que nos faz avançar rumo a um quê não mais pleno ou imperfeito; apenas mais próximo do que somos... sem frustração ou anátema maior que a própria aceitação.
um abraço, angélica!

p.s. sabes? já deixei de procurar o guardador de rebanhos :-)

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