28 de dezembro de 2010

Redimension(ando)

Ausências [curtas ou eternas] me levaram a redimencionar muitas coisas.

Seu lugar.

Se a relação não tem saída, daí mesmo é que aproveito para ficar.

 Carpinejar

27 de dezembro de 2010

Sétimo dia sem você.



Hoje não procurei abrigo para as palavras que chovem. Estou aqui, desabrigada dos teus braços. Não posso mais brincar de princesa, pois não há princesa sem torre e sem principe para salvá-la. Não há "pequena" sem "grandão". Manhãs que nascem sem gosto e sem mimo. O que será que resgata um coração afogado de saudade? Apenas a fé. Você sempre foi e será sempre o charme das minhas melhores recordações de infância; o acalanto polenizado das vivências atuais e a construção dos canteiros floridos de futuro. O soluço chegou, e nem adianta me assustar, porque não vai passar. A dor perdeu na prova da resignição. Fui reprovada, nem preciso conferir o gabarito. Sinto sua falta, sinto muito. Uma foto sua,  quase posso sentir seu cheiro. É assustador não ter tuas risadas morando em meus ouvidos. Apenas você soletrava minha alma com a amplexa geometria dos abraços floridos. Sinto certa serenidade na natural ambiguidade do cessar-de-ser; é um criar além do visto, sem porta, apenas passagem. Estranho é esse destino de eterno final.  E só me resta lembrar de Drummond:
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.♥

Ainda vamos convergir.

23 de dezembro de 2010

Volta incompleta

Mário Quintana, escreveu:
Ainda estou no primeiro impulso do balanço. Ainda não completei a volta.

Ainda haviam muitas voltas a serem completadas. Respiro contigo essa história de memórias. Navego os olhos marejados no salgado mar da despedida. As viagens parecem ter destinos próprios. Vocação lírica e elaborada de nos mostrar que toda partida é um retorno [a nós]. E toda chegada é uma volta completa do balanço.
 

21 de dezembro de 2010

Passado, presente e futuro

Querendo ou sem querer
sempre que ia partindo, ficava...

...Mesmo indo
não conseguiu morrer.

17 de dezembro de 2010

Reverberando

Já notou que sinto sua falta?
Ou acha que toda vez que ligo é por engano?

14 de dezembro de 2010

Reticências...

Amor,
Diz...
Dá três beijos no meu umbigo?
Claro.
Mas porque isso de repente?
É que... Eu preciso me arrepiar com reticências.

Registro




Fecunda inquietação que aviva as idéias abandonadas
Pausa concedida pela febre surda da alma
Preciso voltar para o meu prefácio.

10 de dezembro de 2010

Aprendizado


Existe um ditado que diz : "Depois da tempestade vem a bonança."

Discordo. Acho que a tempestade já é a bonança.
[Afinal, é com ela que eu aprendo]

Aqui.




A saudade é de fato, uma presença.

9 de dezembro de 2010

Oco

Hoje acordei pensando :
Há coisas difíceis de completar,
você se preeenche de algo,
 mas o vazio migra para outro lugar.

6 de dezembro de 2010

Entorpecida de arrepios manifestos

Apenas tu.

ExcitanteMENTE!!!

 A leitura, excita a mente da gente.

4 de dezembro de 2010

Dosadamente desmedida

O coração parece estar meio míope,
 pois só consegue te ver bem,
de perto.

2 de dezembro de 2010

Lendo...


                                 Preciso 

de
                     se
qui
                       li
brar,

                                                     dessa lucidez
                                                                      que me
                                                                           atormenta.

26 de novembro de 2010

Hoje, o pecado mora aqui.


"... respeito a veracidade:
 sou pura de pecados."


25 de novembro de 2010

Como é difícil...

Tenho um espécie de sensibilidade sobrevivente.
[pode doer, mas não vou endurecer]

21 de novembro de 2010

Tempo ao tempo

O tempo faz seu trabalho, a gente só precisa arrebentar a casca.

19 de novembro de 2010

Amorim





Amor
                                                              im                                   
                             possível?

16 de novembro de 2010

Calmaria



Não há mistério em viver o simples.

15 de novembro de 2010

Em(barco) no Viva a poesia!

Faço a letra
 velejar pela mão
em rodas, ventos ou não.
Desprendo a poesia do poema
 pronto a navegar
porque não fica parada a palavra do meu calar.
Olhos rasos d'água
velejando o sentir a caminho
Milagre que salva
transformando mágoa em vinho.
No relampejo
a memória decifra meus ventos
ancorando as partidas
aos cataventos.



[grata à Talles Azigon
http://tallesazigon.blogspot.com/
 pela iniciativa e convite]

14 de novembro de 2010

Escorrendo pela boca



A saliva do desejo?

- é  o beijo.

Uma hora, basta.



Minha face arde
Suas "verdades" ejaculativas
Minhas expectativas.

Sem alarde
A realidade surge em erupção:
Se tudo finda, porque a gente não?

12 de novembro de 2010

Xeque mate


Há decisões, que são soberanas a minha vontade. A emoção fez suas artimanhas nos bastidores, na tentativa  de evitar o último suspiro. Ato corajoso, porém inútil.  Debati-me diante de batalhas clandestinas comigo mesma. Pensamentos e vontades em discrepância que não me levaram a lugar algum.  Tenho pecados na mente e nas mãos que confessam sobre os teclados. Sou péssima para lidar com a sintaxe do não-vivido. O não-vivido é sempre órfão.

Reação em cadeia

Não devemos permitir
que alguém saia da nossa presença
sem se sentir melhor e mais feliz.



Madre Teresa de Calcutá

11 de novembro de 2010

Segu(indo)

Mesmo assim, eu segui.
Sempre enxerguei além...
Além dos muros, dos olhos, dos espelhos, das distâncias e das placas. 

Somatizando


Meu jardim
teve febre
de flor.

10 de novembro de 2010

E que seja...


Quero viver o amor sem dor. Sem desespero de arrancar o cabelo. Sentí-lo de outro jeito, pelo mesmo sujeito das minhas frases e orações.  Daquele que dá  vontade de tomar chuvisco, ao invés de chá de sumiço. Do tipo que dá crise de bobeira, dá olheira, e entra em cena mesmo sem saber o papel.  Espero ser vista por um olhar, que não precise se tornar cobrança e que não peça à ruptura com  a minha criança. Quero um amor que peça mais tempo, mais vento, mais toque, um amor que simplesmente provoque. Provoque  tudo,  até os  erros desafinados, para que sejam inovados entre conversas, beijos e refrões. Quero um amor mais amor e menos cheio de tensões.

9 de novembro de 2010

Que elas nos ensinem e que a gente aprenda.


"Concordo que os mais felizes
 são exatamente aqueles que vivem sem pensar no futuro,
 como as crianças, passeando, despindo e vestindo suas bonecas;
 aqueles que rondam respeitosamente
em torno da gaveta onde a mãe guardou os doces e,
quando conseguem agarrar, enfim, as cobiçadas guloseimas,
 devoram-nas avidamente e gritam: 'Quero mais!'
 Eis as criaturas felizes!"

1 de novembro de 2010

Idílico


[Ao te imaginar]

Cada centímetro de arepio da tua pele
é um pedaço já tateado pelos meus olhos fechados.

Em outro lugar....




Hahaha...
Tenha certeza:
Se eu concordar com tudo, é porque não estou prestando a mínima atenção no que você tá falando.

Diga-me:


O que fará quando o meu sono te acordar?

31 de outubro de 2010

Sent(indo)



eu cato
o contato
pelo tato da flor
onde vc foi?
 onde estou?

Ahh o sol...Adooooooooooooro!!!

Domingo ensolarado
é dia de bronzeado!!!
:)

30 de outubro de 2010

Nas entrelinhas




Do lado de lá: Porque você está triste?


Do lado de cá:  Bobagem, não é nada não… [ Porque tentar arduamente não me lembrar de você, cansa.  Porque me arebata, atropela e derruba a simples lembrança do teu sorriso. Porque a cada estrela cadente, eu penso e peço pela gente. Porque não consigo tirar os olhos de ti, mesmo com eles fechados. Porque você tá aqui, mesmo estando aí. Porque fui do céu ao chão, quando ousei fazer bung-jump com meu coração ]. Vai passar!

29 de outubro de 2010

Palavras fechadas.



Hoje lacraram-me as palavras.


Uma tristeza (que me seguiu)
até o ponto final.

28 de outubro de 2010

Quando se resolve ir...


Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”



Caio F.

Na borda dos braços


Avia-te menino
teça o cafuné.
Siga bordando a avenida
atrevida e plena
de que tudo vale a pena.

E na calada da noite
a noite calada ecoa
As posturas e descomposturas
 que andam abraçadas
sem censuras.

25 de outubro de 2010

Cócegas

Um dia me disseram que meus olhos falam.

Depois disseram que eles gargalham.

Hoje descobri o porque:

HÁ SORRISOS QUE FAZEM CÓCEGAS NOS OLHOS.

23 de outubro de 2010

Mosaico



Há dias para levar tudo e nada. São tantos cabimentos, que já não estou cabendo em mim. Aqui está cheio de mosaicos. Pequenos cacos em busca de comunhão. Minha alma até sabe dizer onde quer estar, eu é que não sei chegar lá. Tenho muitas histórias morando em mim, mudam de endereço, mas a mobília é a mesma. Hoje parei de tagarelar para escutar a minha falta, e me achei em todos os sorrisos e dores que devorei. Prefiro não sentenciar a vida à realidade plena, o meu faz-de-conta tem vontade e ideias próprias. A escrita nunca me virou às costas, embora já tenha me virado do avesso. Fico impressionada como alguns sentimentos são repetidos dentro de nós feito um realejo, alojando-se até que a gente seja capaz de entender. Não quero a citação, quero a transcendência. Desejo que a caixa preta onde eu registro tudo, seja a dos brinquedos que deixam a minha criança feliz. E para finalizar, só queria que soubesse que quando coloquei as aspas, tinha a esperança de que um dia, o texto - você, fosse meu.

Inocente-mente

Tens razão!
Não há nada de inocente em minha mente.
É mentira.

22 de outubro de 2010

Colecionando prazer

Eu tentei explicar:
Na coleção de orgasmos múltiplos
não dá pra tocar os repetidos.

Em foco




Carisma de última geração.
Muitos megapixels de sorriso.
E eu, que me sentia tão profissional em caputurar sensações,
tornei-me amadora nesse registro.
Momentos, atenção, enquadramento: hoje, nem consigo posicionar o assunto.
Pontos áureos onde as linhas se cruzam,
é quase um culto
de desejos nada casuais. 
 Faço posse de que estou a vontade com pernas trêmulas.
E com a mesma câmera filmando você em full HD
Padrão de cinema
24 quadros por segundo
Assino o roteiro
 e guardo para não esquecer.

19 de outubro de 2010

Eis a questão!!!


"Eu estou tentando descobrir o que dói mais,
se são as sementinhas e agulhinhas da minha orelha por causa da acupuntura,
 ou as razões dos pontos estimulados".

18 de outubro de 2010

Em movimento - É assim que fico.



Acrobacias subcutâneas
anuciam o encaixe da pele.
Teus olhos canibais, querem mais...
A timidez desfeita
A intimidade perfeita
A loucura despida
Atrevimento sem volta, só ida.

A palavra é capaz

O que é raro, requer dedos cuidadosos, por isso toda escrita deve ser suave.

Vestígios de afago

X - Sabe o que eu queria agora?

Y - Fala aqui ao pé d'ouvido

X - Que teu beijo caísse umbigo adentro.

17 de outubro de 2010

Café da manhã

Um mimo.
Adoooooooooooooooro!

Bom dia!!!

15 de outubro de 2010

Classificando 2

Dengo:   1. faceirice da alma; 2. pedido de beijo disfarçado de bico; 3. olhos escritos com piscadas manhosas; 4. cafuné subentendido; 5. persuasão sem chance de falha; 6. charminho da nossa criança; 7. peculiaridade do chamego; 8. antônimo da grosseria; 9. vontade de colo; 10. comprovação de que o corpo fala.

Nua


Não consigo abotoar meu corpo depois que você me despe com palavras.